quinta-feira, 29 de julho de 2010

Alma1

Era uma vez uma Alma. Não era triste nem solitária, mas vivia só. E também não era uma opção dela, era uma opção da Vida. Quase como se fosse uma alma errante, deveria seguir só até entender alguns requisitos que suas diversas vidas pontuaram.
Visto que Alma ainda não tinha aprendido todas as lições necessárias, ela continuou sua jornada através dos tempos em busca do que lhe serviria como ensinamento. Ora, uma vez que ainda era uma jovem alminha, havia muitas coisas da qual ela não tinha conhecimento e que, muitas vezes, lhe seriam impostas de forma bruta.

No decorrer deste caminho - árduo e longo -, Alma encontrou diversos semelhantes, diversas outras almas com as quais se afeiçoara de tal forma que resolveu guardar a lembrança para sempre, mesmo que de forma misteriosa para o corpo no qual ela se mantinha momentaneamente.
A cada chegada era uma alegria que parecia ser infinita. A cada partida, uma dor incessante e persistente, que lhe causaria algumas alterações perceptivas futuramente, quando encontrasse um novo corpo e o ciclo recomeçasse.

Alma ia aprendendo cada vez mais, e vez ou outra se esquecia de coisas já aprendidas e sofria novamente pelo mesmo erro. Era difícil - não subestime a dificuldade de uma alma jovem em aprender os ensinamentos que a Vida traz -, mas Alma, ainda que caísse e se fragmentasse, conseguia reunir forças suficientes para se colar e repor o pé na estrada.

Os tempos passaram, os ciclos terminaram e recomeçaram por incontáveis vezes. E lá está Alma, já mais madura, em outro ciclo, vivendo como jovem outra vez. Ainda que já levasse consigo diversas lições já aprendidas - outras até decoradas -, Alma se via numa situação complicada a cada vez que passava por essa fase do ciclo. A juventude lhe era deveras tentadora, em suas mais variadas faces, o que lhe trazia certa confusão sobre a forma de agir e sobre algumas sensações. Era como um mecanismo de reviver: ela parecia gostar de sentir aquele fogo da confusão por várias e repetidas vezes. Talvez fosse sua estratégia para encontrar uma Alma companheira.

Numa dessas grandiosas confusões a "mais-uma-vez-jovem" Alma encontrou uma outra Alma, com a qual trocou diversas afinidades. O que ela não conseguia explicar a si mesma era de onde vinha tanta coisa em comum dentro de corpos e almas diferentes. Ela não acreditava na possibilidade de ter havido algum tipo de "repartição irreparável" em uma de suas fragmentações. Afinal de contas, quando caía em pedaços, ela sempre os juntava novamente, fazendo com que se tornassem novamente um só. Não, não poderia ser um pedaço dela mesma. Era outra, mas que parecia ser ela mesma as vezes.

(continua)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

.humorzinho

"Pobre da mulher que confia nos homens, pois são mais levianos que a pluma de seus elmos".

E depois "la donna" é que é "mobile", é mole?