"Um pouco de impiedade pode ser o bisturi que faz a diferença numa cirurgia em que um problema é extirpado."
domingo, 31 de dezembro de 2017
domingo, 24 de dezembro de 2017
Sonho
Essa noite tentaram me matar de vários jeitos. Primeiro era um Deus nos acuda, cada um tentando se salvar como dava.
Era uma viagem da camerata para um concerto em uma igreja e seguido de uma confraternização que não dava certo. Num local sem luz, sem asfalto, mas muito bonito, parecia uma parte do pantanal. Descíamos do ônibus e tínhamos de seguir a pé e nos escondendo. Depois de um tempo, me dizem que preciso enfrentar um duelo com uma espada "cinquedea", onde sou perfurada totalmente pela espada.
Falta de ar, dor, sangue na garganta... Mas eu não morria...
Me solto da espada e consigo andar ainda; sento e 4 homens vem em minha direção com uma seringa e uma ampola. Aplicam a solução em mim e me deixam pra morrer.
Eu consigo ainda me locomover e vou parar num lugar onde está minha mãe, de branco trabalhando. Ela me socorre mas diz q não há mais o que fazer. Chora quando eu digo que estou muito sonolenta e cansada. Neste momento estou sentada no chão, na antiga varanda da velha casa da minha avó materna. As cores esmorecem, a escuridão some e tudo vira luz.
E então eu acordei.
sábado, 16 de dezembro de 2017
Solidão
Nada como ter um monte de amigos, mas nenhum pra sentar e beber uma cerveja com você pra comemorar contigo as suas férias.
Nada como ter dinheiro e não ter companhias.
Nada como ter tempo e não ter assunto.
Nada como ter vontades e não ter com quem gasta-las...
Nada como não estar sozinho mas se sentir só.
A solidão mais solitária é quando estamos sozinhos acompanhados.
domingo, 10 de dezembro de 2017
Ausência na alma
Aquela ausência que não arranca uma parte da carne, mas arrebenta um véu da alma. Aquela ausência tão sentida, tão desmerecida e tão frequentemente ativa...
Ausência só é sentida por quem espera, por quem confia.
Confiança...
Palavra cara, árdua e rara, cada vez mais rara...
Dizem que a desconstrução é necessária para dar espaço ao que está por vir.
Mas eu não queria que justo vocês se desconstruissem pra mim... não podia esperar, não podia imaginar...
Tão próximos e tão distantes...
Aquela ausência que não tira um pedaço, mas apaga um brilho...
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
Maternidade corrompida
Nossa relação está se deteriorando. Está ficando cada vez mais distante e espaçadas as vezes em que nos falamos como antigamente e realmente conversamos.
Me parece que aquela amiga que eu tinha está, aos poucos, indo embora e se transformando numa pessoa que eu não reconheço como "minha".
Passam semanas em que eu fico esperando uma mensagem, uma ligação... o whatsapp serve pra outras comunicações que não comigo...
Até viagens vc planeja, mesmo quando eu vou te ver, mas nunca mais veio me visitar.
Me sinto triste e de alguma maneira sinto que não consigo mais ser filha. O que me doi, pois sem ser filha, como vou achar a minha mãe?
Depois de tanto apanhar e aprender com duras palavras e condutas sobre a verdade, a honestidade e a sinceridade, ter de ficar de longe, Sem saber o que se passa, sem entender o que acontece é ainda levar "gelo" quando questiono é simplesmente inaceitável. Me gera uma revolta que faz com que quase todo o meu amor se transforme em ódio automaticamente.
Por que eu tive de apanhar tanto pra não mentir e agora preciso aceitar a mentira imposta por você?
Por que você não se tratou quando percebeu algo errado com você?
Por que não pediu ajuda quando viu que não ia conseguir sozinha?
Por que preferiu fazer o que fez comigo?
Por que? Pra que?
Não acho as respostas dentro de mim, e não acho espaço pra pergunta-las a você, pois a distância está mais próxima de mim agora.
Enquanto isso a nossa relação vai se desgastando, vai sumindo...
E a vida passando... que pena que eu faço parte da parte infeliz da sua vida...
Que pena...
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Onde é que isso vai dar?
7 anos depois e me pergunto a mesma coisa: onde é que isso vai dar?
Qual é o objetivo disso?
E se não for pra dar certo, vale a pena insistir? Ou será mais uma daquelas lições da vida de que quando desistimos, finalmente temos o que queremos?
Perguntas e mais perguntas sem respostas chegam sem parar. Se formam na velocidade da luz. E quem se importa, não é mesmo?
Isso ninguém vê. Ninguém vê o que eu sinto. Sinto só, e só sinto.
As vezes a vida nos leva a jornadas solitárias. Eu detesto me sentir solitária, e cá estou novamente...
... Onde é que isso vai dar?
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Frustração a bordo
É incrível o poder de uma liderança doente. Amolece pernas fortes, enfraquece boa saúde e quebra o quebra-cabeças já montado...
Isso não me pertence. Eu bloqueio influências negativas no meu corpo, no meu ser e na minha alma. A incapacidade alheia é alheia, E não minha.
Eu não vou ceder ao vazio desses dias iguais.
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Eu digo a ela que sem ela eu não consigo, enquanto assisto a ela me mostrando que ela não só consegue sozinha como não precisa de mim...
Eu só queria te rasgar
Pra vc sentir como eu sinto
Meu sangue virou veneno
Ou foi o amor?
Eu digo a ela que quero casar e ter filhos, ela me diz que sim, Mas ela não quer...
Eu digo a ela que não tenho forças, ela me chama de fraca...
Eu só queria me rasgar
Pra por pra fora o que eu sinto
Meu sangue congelou
Ou foi o amor?
Todas as promessas eram de papel?
A chuva borrou a tinta, eu não consigo mais ler...
Eram todos os planos apenas planos?
O vendaval está levando pra longe...
Distante...
Onde é frio e escuro, E não tem ninguém comigo...
Eu achava que tudo estava bem, até agora...
Eu só queria ficar bem...
Eu digo a ela que sem ela eu não consigo, enquanto assisto ela mostrando que consegue sozinha...
Eu só queria te cortar
Pra você sentir o que eu sinto
Meu sangue virou veneno
Ou foi o amor?
Eu digo a ela que quero casar e ter filhos, ela diz que sim, mas na verdade é não...
Eu digo a ela que não tenho forças, ela me chama de fraca...
Eu só queria me rasgar
Pra por pra fora o que eu sinto
Meu sangue congelou
Ou foi o amor?
Todas as promessas eram de papel?
A chuva borrou a tinta, eu não consigo mais ler...
Eram todos os planos apenas planos?
O vendaval está levando pra longe...
Distante...
Onde é frio e escuro, E não tem ninguém comigo...
- Eu só queria ficar bem...
segunda-feira, 17 de abril de 2017
O Primeiro Retorno Maduro
Eis que o bom filho à casa torna. Cá estou com minha penseira cheia novamente, precisando expurgar um pouco.
São muitas ideias, muitas coisas acontecendo novamente. A roda tomou velocidade, mas parece uma subida. E parece estar assumindo uma velocidade razoavelmente rápida, não tão confortável mas que traz também uma sensação muito gostosa.
A cena que me define: um lutador ensanguentado, faltando alguns dentes, um olho completamente fechado, umas feridas nas costelas, joelhos e pés, mas com um dos braços erguidos pelo juiz, que indica o final de um primeiro "round".
"Segue a roda da fortuna, sempre a girar... quantos mais vão partir e quantos mais vão chegar?"
Até a próxima pílula.
D.