e se de repente eu saísse andando,
vagueando, sozinha, pensando
no nada em que eu seria.
e se de repente fosse eu a ouvir teus anseios,
se fosse eu a quem você enxergasse além de um amigo,
se a palma da minha mão fosse o teu mapa
e os meus braços o teu abrigo.
como seria se eu fosse tão rápido
que ao mesmo tempo eu conseguisse
ser todas aquelas coisas que você tanto queria.
como se fosse fácil
como se fosse fútil
como se fosse túmulo
trêmulo, tático, rápido e relapso...
relapso...
e se de repente eu fosse mudo
sem voz pra cantar, muito menos te falar
o quanto eu te amo...
como seria não ouvir de mim
que só quero a ti e a mais ninguém...
como seria ser alguém
que não me quer também...
como se fosse fácil
como se fosse fútil
como se fosse frívolo
como se fosse um fardo
como se fosse um fado
como se fosse lírico
como se fosse cínico
como se fosse tático,
trêmulo, frio e relapso...
relapso...