07/05/2011 - 11:24h
esta manhã me ocorreu um sonho muito simbólico, mas muito diferente.
Sonhei que estava em viagem com a minha família (Pai, mãe, irmão, irmã (com marido e filho), tia materna, tio materno, avó materna e primos do lado materno). A princípio me pareceu que eu estava na casa de meus pais, passando um final de semana como de costume. Havia rolado uma espécie de festinha, onde meu irmão tinha levado a namorada pra que eu conhecesse. Ele só não contava que seria pego quando não deveria. Eu via meu irmão com a namorada de lingerie, pedindo pra eu ficar quieta se não ia me sacanear muito grande. Acontece que quem descobriu sozinha foi a minha mãe, que entrou em estado de choque quando viu. Me parece que esse foi o motivo da viagem, desestressar a mãe.
Fomos pra um lugar muito longe e diferente. Me parecia uma estrada americana no começo, mas logo estavamos num "pedaço" do japão, uma espécie de vila onde acontecia uma festa e havia muitos turistas. Estavamos num carro muito antigo vermelho, me parecia um daqueles carros dos anos 50, como se fosse um modelo de belina ou algo assim. Letícia está presente no sonho, mas não fisicamente. Eu sei da existência dela, mas ela não está alí comigo.
Passeio vai, passeio vem, os japoneses tem uns costumes meio estranhos e exóticos pra nós, ocidentais, mas que mexem profundamente na nossa energia. Nos convidaram para uma reunião, um jantar, parecia um jantar comemorativo à nossa presença. Comemos, rimos, conversamos com os anfitriões, mas havia algo estranho no ar. Minha irmã percebeu e me chamou à cozinha e me contou que era algo relacionado a Letícia. Como se a ausência dela causasse alguma desconfiança em alguém ou como se alguém tivesse dito algo importante sobre ela que me comprometeria naquele lugar.
As cores do sonho ficam mais escuras e a energia mais carregada. É quando eu percebo que há uma aproximação estranha. Não vejo, mas sei que estão ali, escondidos em algum lugar. Alguém me pergunta coisas (Qual era a minha idade, qual era o meu signo, qual a minha cor favorita e que eu falasse um pouco sobre mim), mas quando respondo qual era o meu signo, alguém (que eu não sei definir se era uma japonesa ou um japonês de cabelos compridos, num traje absolutamente informal que me pareceu um roupão mais grosso e muito bonito) se afogou com a minha resposta, enquanto bebia algo. E nisso alguém grita: "Jovem, Vermelho, SAGITÁRIO... É ELA!". Por óbvio todos se assustaram e correram, pois nesse exato momento as presenças que eu senti se mostraram. Eram vários arqueiros vestidos de kimono preto com as bordas vermelhas, os que tinham cabelo comprido estavam com eles bem presos. Pareciam usar uma máscara facial daquelas perfeitas, pois pareciam ter todos a mesma face. Tentei me levantar, mas nesse momento três deles me atiraram umas flechas finas e compridas, vermelhas. Acredito que da espessura de uma vareta de pega-varetas. Deviam ser umas 6 flechas, atacadas em posição estratégica, pois me imobilizaram o braço direito e curiosamente não doía.
O mesmo que me "reconheceu" me perguntou o que eu queria e o que eu fazia ali. Eu tentei responder que ele estava se enganando com a pessoa, que eu era uma simples turista, mas chegou alguém maior que ele, este eu não vi, e ordenou algo que eu não reconheci o que queria dizer, se não fosse pela sucessão de flechadas que recebi. Iam da altura dos ombros até um pouco abaixo das costelas, em posição estratégica, porque eu não morri e continuei consciente, porém ainda imóvel e indolor. Acredito que durante as flechadas meu susto foi gigante mas por ter visto minha mãe num canto gritando pra não fazerem aquilo e depois a ouvi chorando e as pessoas que estavam comigo naquele "jantar" se aproximando. Alguém me tirou dali, eu estava numa espécie de tenda. Já conseguia me mover (me levantar, caminhar devagar e sentar), mas os braços respondiam muito pouco às minhas ordens. Quando acordei, vi minha mãe, meu pai e meu irmão, que estava desesperado e se culpando por estarmos todos ali e que deveríamos sair dali urgentemente.
Acontece que eu estava com pelo menos umas 30/50 flechas no meu tronco. Eram muito finas, como as varetas de pega-varetas, mas se eu as puxasse de forma errada, eu poderia me matar. A solução foi uma camiseta muito grande (curiosidade: a estampa da camiseta era uma entidade indiana a qual eu não sei o nome, mas vou procurar a imagem e postar aqui), que me cobria as flechas, mas as mesmas ainda apareciam sob ela. O jeito era fugir, mas como? Então pedi pra que todos que estavam comigo nessa viagem entrassem na tenda pra conversarmos, mas tinha um daqueles gurizinhos que ganham dinheiro passando informação que nós nem vimos nem contávamos com ele ali.
Eu saio andando com meu irmão, meu pai e meu tio daquela tenda pra ir até o carro e achar um jeito de me esconder dentro do carro pra que a polícia não me descubra ali.
#OBS.: enquanto ali naquela 'vila', a sensação era de um lugar sem energia elétrica, sem tecnologias, sem carros, sem nada, tudo bastante rústico, como em filme mesmo.#
Caminhando por fora da vila, havia uma quantidade grande de turistas em barracas ou em seus carros, esperando pra conseguir um lugar melhor ali dentro. Entrei no carro e me joguei no soalho traseiro. Meu tio me cobriu com um manto meio madre-pérola, meio rosado, mas liso. Nisso as outras pessoas que deveriam ir embora conosco entraram no carro e pegamos a estrada.
Nota: minha respiração estava um pouco difícil e dolorosa, a sensação dos meus ombros era como se estivessem dormentes, uma das minhas costelas raspava na flecha e durante o caminho com o carro eu comecei a sentir dores e vi algumas manchas de sangue a mais.
Conseguimos chegar à cidade e pegar um avião de volta pra casa em condições de emergência, devido aos meus ferimentos.
Não me lembro de chegar ou de entrar no avião e descer dele. Só me lembro de estar num quarto onde tinha uma televisão, mas as cores que eu via em tudo estavam oscilando. Alguém que eu não sei dizer quem era, porque eu não via, eu só sentia e ouvia (estou em dúvida se era minha irmã ou a Letícia, mas acho que era minha irmã), me explicava o que estava acontecendo. Que as cores estavam oscilando e eu as via tão nitidamente porque não eram só cores, eram as cores das energias emanadas pelas pessoas. No que eu via na televisão, aparecia muito verde bem claro e um degradê de vermelho pra quase laranja. As dores aumentavam e perguntei se estava morrendo, o que deveria fazer então. Ela só sorriu pra mim e disse "deixe as coisas como elas tem de ser, se acalme".
Então foi como se eu pegasse no sono. Fui acordando bem devagar, sentindo MUITAS dores em todo o tronco. Posso descrever as dores nos lugares onde eu via as flechadas no sonho. Minha respiração também estava fraca e sem ritmo, meus ombros estavam meio dormentes, mas meu braço direito estava completamente adormecido.
Levantei e escrevi isso.
***
A entidade na camiseta era SHIVA. Segue a foto e a descrição de Shiva.
Na tradição hindu, Shiva é o destruidor, que destrói para construir algo novo, motivo pelo qual muitos o chamam de "renovador" ou "transformador". As primeiras representações surgiram no período
Neolítico (em torno de
4.000 a.C.) na forma de
Pashupati, o "Senhor dos Animais". A criação do
yôga, prática que produz transformação física, mental e emocional, portanto, intimamente ligada à transformação, é atribuída a ele.
Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o meditante (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu).
O mais curioso é a simbologia de tudo na imagem: As cobras ao redor do pescoço simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal.
***