domingo, 13 de junho de 2010

# a distancia #

Eu não sei até onde é verdade,
até onde é ilusão;
Você entra e sai,
como se fosse a dona da pensão.

Finge que não se importa
pra parecer forte,
mas eu sei que não,

Não consegue se livrar
dessa maluquice,
dessa confusão...

Jura que te abandono
quando monossilábicas respostas te dou;
Mas não percebe que me deixa as traças
quando um único 'oi' de minha voz ecoou.

Sabe de tudo o que faço,
de tudo que gosto e a quem eu desejo,
E faz questão de me cuspir no prato,
mesmo quando meu trato é selado com um beijo

A distância ainda há de nos matar
de frio, de tanto ardor
A distância ainda há de nos matar
de amor.

Eu não sei ate onde é ilusão,
até onde é verdade;
Você sai e entra,
como se não houvesse grade...

Finge que se importa
pra parecer humana,
mas eu sei que não,

Não consegue se livrar
dessa maluquice,
dessa coisa profana...

Juro que me abandona
quando não percebo sequer o seu olhar,
mas eu vejo que não te esqueço
e as vezes me perco em sua jugular.

Sei de tudo o que faz,
de tudo o que gosta e a quem você ama,
e continuo a te irritar com meu charme,
mesmo quando sou eu ao seu lado na cama.

A distância ainda há de nos matar
de calor, de tantas rimas
A distância ainda há de nos matar
sozinhas...

2 comentários: